Empreendedora desenvolveu modelo especial de máscaras e bombou suas vendas pela internet | Araucária
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Empreendedora desenvolveu modelo especial de máscaras e bombou suas vendas pela internet
Abqueila Santos, divide-se entre a confecção e o cuidado com os filhos Matheus (10) e Valentina (2). Ela também é mãe do Joao, de 15 anos. Foto: Marco Charneski

EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO – 131 ANOS

Abiqueila Santos é uma mulher com espírito empreendedor, na adolescência aprendeu a costurar como hobby, porque queria fazer suas próprias roupas. E o que era hobby se tornou sua fonte de renda. “Eu tive o João (15) aos 18 anos, e jovem com um filho pequeno, tive dificuldades para entrar no mercado de trabalho, foi quando decidi que iria ter meu próprio negócio”.

Abi, em sociedade com a irmã, montou uma confecção e uma loja de moda praia e roupas fitness. “Toda a moda praia era personalizada para atender ao gosto das clientes, mas só vendia bem no verão e as pessoas não investiam tanto como hoje em roupas de academia”, relembra. Como as despesas altas e as vendas em baixa, fecharam a loja e Abi continuou atendendo suas clientes em casa e divulgando seu trabalho pelo Facebook.

Desencantada com as costuras, a empreendedora investiu em outro nicho de mercado, o da beleza. Fez um curso de estética e maquiagem pouco antes da pandemia e estava atendendo algumas clientes por indicação. Com a imposição do isolamento e o medo da doença, seus planos para investir nessa carreira foram adiados.

“A demanda por máscaras estava começando e eu percebi que poderia voltar a ganhar dinheiro com as máquinas e o meu talento para a costura”. Abi pesquisou o que outras costureiras estavam oferecendo e optou por confeccionar uma máscara diferenciada, inteira e sem elásticos, o que a deixava mais confortável. Divulgou nas redes sociais e em poucos dias as vendas começaram a bombar.

“Contei novamente com o apoio da minha irmã, comprei mais duas máquinas e contratei uma auxiliar para a confecção e outra para ajudar na divulgação nas redes sociais. No auge da produção chegamos a confeccionar 400 máscaras por dia”. As máscaras eram vendidas para todo o Brasil, e em Araucária e região entregues por motoboy e até pelo marido Celestino, quando voltava à noite do trabalho. “Foi uma loucura, tinha dias que começávamos às 7h e só terminávamos as 23h, com minha filha Valentina de 2 anos ali com a gente, o tempo todo querendo atenção, e o Matheus (10) estudando em casa no ensino remoto do Colégio Adventista”, relembra.

“Muito mais do que uma fonte de renda, as máscaras têm um fim social, ajudam a salvar vidas e eu sei como é difícil perder alguém que amamos por complicações da doença”. A mãe de Abi foi contaminada, assim como parte da família, ficou internada por 27 dias em estado crítico e faleceu. “Ela tinha apenas 64 anos, erámos muito apegadas e nem consegui me despedir, foi muito sofrimento”, desabafa.

A demanda pelas máscaras com o passar dos meses diminuiu. A produção ainda continua mas agora só Abi e a irmã conseguem atender as encomendas. Abi sempre cuidou da saúde física e mental e praticava atividade física regularmente. Com a pandemia e o fechamento das academias, ela optou por continuar com sua rotina de exercícios com um personal trainer. “Meu treinador percebeu que meu biotipo era ideal para o fisiculturismo e que eu poderia investir na carreira, adorei a ideia e comecei a me dedicar mais aos treinos”.

Com o fim da pandemia se aproximando, Abi está avaliando a possibilidade de conciliar o fisiculturismo com a criação de uma marca própria de roupas fitness, investindo na divulgação e venda on-line. “Minhas redes sociais @abisantoss e @uusemascara tem um ótimo alcance, a confecção é na minha casa, o que já é uma economia, e tenho parceiras incríveis para trabalhar comigo, esse pode ser o caminho para mais uma vez eu me reinventar”.

Texto: Rosana Claudia Alberti

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