Tecverde e o desafio de construir cinco hospitais em tempo recorde para salvar vidas | O Popular do Paraná
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Lucas Maceno é diretor de Operações da Tecverde, empresa de engenharia especializada no sistema modular off-site. Foto: Marco Charneski

EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO – 131 ANOS

Essa é uma daquelas histórias de parceria e superação que nos ensinam que quando há vontade as energias se canalizam e fazem acontecer, criando uma rede de empatia e solidariedade. Financiada pela iniciativa privada, a Tecverde Engenharia, uma empresa de engenharia aqui de Araucária, somou esforços com a empresa catarinense Brasil ao Cubo Construção Modular para edificar, no menor tempo possível, cinco hospitais em cidades distintas para atender aos pacientes da Covid-19. Esses hospitais, ao contrário dos de campanha, são estruturas permanentes e foram doados aos municípios para reforçar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A obra do primeiro hospital na cidade de São Paulo iniciou em março de 2020 e os demais construídos sequencialmente, sendo que cada hospital foi entregue pronto para funcionar num período de 30 a 36 dias. Isso só foi possível porque o método construtivo utilizado foi o sistema modular off-site. Segundo Lucas Maceno, diretor de operações da Tecverde, nesse processo, diferente de obras tradicionais, toda a estrutura é produzida na fábrica com a instalação elétrica e hidráulica, portas e janelas, de acordo com o projeto e entregues em módulos, que são transportados até o local, possibilitando uma montagem mais rápida e com menor custo. Um dos diferenciais das obras dos hospitais é que as paredes também receberam as tubulações para passagem de gases, essenciais para o funcionamento de diversos equipamentos hospitalares.

“Nossas construções são similares às empregadas nos Estados Unidos, mas utilizando uma tecnologia alemã adequada à realidade brasileira, o que a torna mais robusta e durável. É um trabalho de desenvolvimento de produto mais qualificado e aprimorado, contando com uma experiente equipe de arquitetos e engenheiros”, explica. O diferencial da Tecverde está em oferecer um produto sustentável, competitivo e economicamente viável, utilizando matéria-prima renovável, com 80% menos emissão de carbono e resíduos, além de economizar mais de 90% de água por metro quadrado do que as construções convencionais.

No segmento de moradias a Tecverde constrói desde casas populares à residências de alto padrão, e edificações de até quatro pavimentos, sempre em parceria com loteadoras, construtoras e incorporadoras. Atua também na construção de prédios comerciais, em qualquer lugar do Brasil. Desde o início das atividades, em 2009, foram mais de 4,5 mil unidades construídas, a maioria na região sul.

Para dar conta de todo esse processo, a empresa conta com a expertise de seus idealizadores – Caio Bonatto, diretor Executivo; Pedro Moreira, diretor de Engenharia de Produto e Garantia; Lucas Maceno, diretor de Operações e José Márcio Fernandes, diretor de Engenharia – que coordenam uma dedicada equipe de colaboradores. “Entre o pessoal da fábrica, logística, administração e do canteiro, a Tecverde gera 260 empregos diretos e ainda, sempre que necessário, incorpora mão de obra local nas cidades em que atua”, afirma Lucas.

“Para se ter uma ideia, durante a construção dos hospitais nós criamos um sistema de logística incrível: os caminhões – carregando dois módulos prontos cada – fizeram cerca de 80 viagens e até Porto Velho foram rodados mais de 3 mil quilômetros! É um trabalho maravilhoso, de uma equipe comprometida, que está sempre inovando, se aprimorando”, conta entusiasmado o diretor de Operações.  

Lucas acredita que construir os hospitais num prazo tão apertado e com tamanha responsabilidade social foi o maior desafio da sua equipe. “Quando construímos a sede de uma empresa ou uma casa, nós trabalhamos com o sonho das pessoas, de toda uma família, mas a obra dos hospitais causou um impacto coletivo muito grande, e somos muito gratos de termos feito parte de tudo isso, de poder preparar um local adequado e confortável para acolher os profissionais de saúde que estão lá dedicando-se a salvar a vida dos pacientes”.

O desafio de agilizar a produção e garantir a segurança da equipe

A construção dos hospitais em cerca de 30 dias só foi possível porque toda a estrutura já saia montada da própria fábrica. Foto: divulgação

Quando surgiu a proposta para a parceria na construção dos hospitais, fazia pouco mais de uma semana que a Tecverde interrompera suas atividades atendendo a determinação do Governo Estadual. “Tivemos que retomar imediatamente o trabalho e ao mesmo tempo garantir a saúde da nossa equipe”, relembra. Segundo Lucas, o uso de máscara e EPIS (equipamentos de proteção individual), que já era rotina na fábrica passou a ser obrigatório em todos os setores.  “Houve um aumento de turnos para evitar que muitas pessoas trabalhassem juntas e ainda assim, garantir que os processos fossem executados na celeridade necessária”. O rodízio também foi adotado no refeitório, o pessoal do setor administrativo passou a trabalhar em home office e as viagens substituídas, sempre que possível, por reuniões virtuais.

Segundo Lucas, conter a propagação da doença no canteiro de obras e nos alojamentos é outro desafio. “Aumentamos a disponibilidade de alojamentos para limitar a quantidade de pessoas dividindo o mesmo espaço, a qualquer suspeita de Covid o funcionário é imediatamente afastado e a equipe entra em quarentena. “Com esses cuidados e a conscientização de todos, ainda não tivemos casos de contaminação cruzada”.

Sobre o distanciamento imposto pela pandemia e o home office, Lucas entende que a tecnologia ajuda a encurtar distancias, mantendo os resultados. “O nosso pessoal que está trabalhando em casa desenvolve suas tarefas com o mesmo empenho, isso demostra que não é preciso estarmos o tempo todo juntos”. Sobre a possibilidade da Tecverde, incorporar o home office no sistema de trabalho, Lucas crê que a empresa será mais flexível em relação ao horário ou o local de trabalho, porém uma estratégia híbrida deva ser a ideal: “É bom estarmos juntos, a interação social e a proximidade favorecem a concepção de novas ideias”.

A construção dos hospitais emergenciais realizada pelas construtech Tecverde e a Brasil ao Cubo (BR3) aconteceram nas seguintes cidades:

Hospital M’boi Mirim, em São Paulo, parceria Ambev, Gerdau e Hospital Israelita Albert Einstein – entregue em 33 dias;

Hospital Independência, em Porto Alegre, parceria Gerdau, Ipiranga, Zaffari e Hospital Moinhos de Vento (a obra hospitalar mais rápida do Brasil) – entregue em 30 dias;

Hospital de Retaguarda, em São José dos Campos, parceria prefeitura local – entregue em 36 dias;

Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal, parceria JBS entregue em 34 dias;

Hospital Cemetron, em Porto Velho, parceria JBS – entregue em 35 dias.

Serviço:

Tecverde Engenharia

fones: 41 3607-4146 ou 99281-8048 (whatsapp)

home: www.tecverde.com.br

redes sociais: @tecverdeengenharia

Texto: Rosana Claudia Alberti

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