Pandemia. Cada um aprende como pode, por isso amplie a forma como vê o mundo! | O Popular do Paraná
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A psicóloga Luciana Bialeski escreveu esse artigo a convite do Jornal O Popular para que você que se inspirou nas histórias de vida das pessoas e empresas, que gentilmente ilustram essa edição especial, a repensar as suas atitudes perante a pandemia e o que você pode e deve fazer para começar a mudança. Foto: Marco Charneski

EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO – 131 ANOS

Mudanças radicais na rotina, medo de contagio, de morrer, impacto sufocante na economia. Esse foi o contexto da pandemia. Uma situação jamais vivida ou imaginada pela maioria de nós. Sem falar no impacto significativo na saúde emocional das pessoas.

Essa é a realidade que desde março de 2020 passamos a ser protagonistas. Sim, protagonistas da vida que não tínhamos tempo para viver, para ler, inovar, ampliar, amar…

E o que aconteceu? Caos! Passamos a perceber que não sabíamos viver com tempo. Que não conhecíamos verdadeiramente aqueles com quem convivíamos dentro da nossa própria casa, aqueles que dizíamos amar.

No começo parecia um período de férias forçadas e diferentes, depois a ansiedade foi tomando conta e mostrando que o nosso velho e conhecido mundo não seria o mesmo. Confinamento, tarefas acumuladas, mundo on-line, reuniões a toda hora, não havia mais privacidade. Toda hora era hora como se a nossa vida agora fizesse parte de um jogo e a conexão estava on-line o tempo todo. Algumas pessoas, com mais desenvolvimento emocional, encontram caminhos inusitados e foram se adaptando às restrições e mudanças. Outras sucumbiram ao desespero como se não houvesse mais futuro.

Ansiedade, irritabilidade, insônia, estresse, estafa, depressão… por todos os lados estávamos sendo solicitados a produzir num novo normal, a confinar por si e pelo coletivo.

Nesse caos, separações aconteceram, crianças com crises de ansiedade, pais desesperados com os filhos 24 horas dentro de casa, o dinheiro acabou, as contas atrasaram, os bens foram negociados. As pessoas se tornaram solidárias… Os mais novos foram ao mercado para os mais velhos, cantorias na sacada, aniversários online, carreata para levar os presentes dos bebes que chegariam.

Parece que diante do caos também descobrimos o valor humano, a empatia, a solidariedade, a parceria e o compartilhar… Tirou a ‘venda’ que impedia nossos olhos de enxergar o essencial: a vida e o valor humano.

Àqueles que realmente estavam dispostos internamente, apesar do sofrimento, se uniram e descobriram novas formas de viver o novo normal, ou seja, a inconstância.

Aqui destaco um ponto importante. A mente de cada um de nós é a mesma. Porém, alguns usam o caos para aprender, fortalecer e mudar. Outros, simplesmente travam. O que muda então? A maneira como cada um de nós foi ensinado a reagir diante dos perigos, diante da mudança. Se tivemos uma família que nos criou vendo a mudança como algo negativo, seremos reclamativos e resistentes à mudança. Quando acontece o contrário temos boa disponibilidade e flexibilidade às mudanças. Lei de Darwin sobre a adaptação das espécies. Nesse caso o mais forte é aquele que tem uma estrutura mental/emocional desenvolvida através dos enfrentamentos, experiencias e principalmente através do autoconhecimento.

Devemos lembrar que esse não é o primeiro e nem a último flagelo a assolar a Terra. O que fazer então?

Entender que com pandemia ou não, nós nunca somos os mesmos a cada dia que passa. Nós tínhamos a ilusão, a falsa ideia que éramos os mesmos, que tudo estava no “lugar”. Se você notar a natureza do seu corpo perceberá que ele muda de pele todo mês para poder acomodar as novas células que se formaram. Nossa mente faz plasticidade neuronal para superar danos e continuar vivendo. Então por que cargas d’água você se debate tanto com as mudanças?

Ali fora de nós ainda existe um perigo sim, chamado coronavírus. Existe um protocolo para você se prevenir e cuidar dos outros no coletivo. Ponto. As demais situações como emprego, negócios, dinheiro, relacionamentos, saúde física e mental, espiritualidade, tudo que faz parte de seu mundo precisam se adaptar e criar novas formas de agir.

Pergunto: Você não se cuidar, brigar, gritar, travar, muda as coisas? Manda o vírus embora? Cria uma nova realidade para ti e para os outros? Claro que não! Ao contrário, piora tudo.

Não estou dizendo para você aceitar tudo que acontece inerte. Estou dizendo para você se adaptar as mudanças, criar um novo mundo e quando todos estiverem em segurança, levante suas bandeiras e faça acontecer o que faz sentido para você!

Comece a mudança que tanto quer primeiro em você, depois mude o mundo a sua volta. Empreenda, busque apoio e conhecimento para isso. Quer exemplo: faça bolo para vender, faça artesanato, venda quentinhas, junte as roupas da família toda, dos amigos e abra um brechó na sua casa mesmo, venda on-line pelo celular pois todo mundo tem um hoje. Ensine aos outros o que você sabe fazer, cobre por isso, se sustente, se mantenha e se o negócio der certo cresça, amplie, ou mude novamente.

Com muito carinho desejo que seus olhos enxerguem as verdades que você não via antes da pandemia. Que você se liberte do medo que te impede de crescer, que liberte as pessoas a sua volta pelo seu exemplo. Que você prospere. Para isso se informe, tenha conhecimento que está gratuito hoje nos meios virtuais. Se autoconheça e invista nisso. Esse é o caminho para o sucesso em qualquer situação da vida.

Grande abraço,

*A autora é Ceo da Reprograme Soluções Humanas, Psicóloga, Palestrante, Escritora, e Reprogramadora Emocional. Pós-graduada em Psicomotricidade Relacional pelo Centro Internacional de Análise relacional. Practitioner em PNL. Formação em Coaching. Com 15 anos de atuação como psicoterapeuta, facilitadora em Inteligência Emocional, desenvolvimento de liderança pessoal e corporativa. Ministra palestras e treinamentos interativos em empresas públicas e privadas. Contato: 41.99516000 @luciana.bialeski

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