Ex-secretário se diz vítima de perseguição política
Wanderley foi devolvido para a SMED

O ex-secretário de Esporte e Lazer durante os quatro anos da gestão do prefeito Albanor José Ferreira Gomes (PSDB), Wanderley Haddad, entrou em contato com nossa reportagem na manhã desta quinta-feira, dia 31, para denunciar que estaria sendo vítima de perseguição política por parte da atual administração.

Wanderley é concursado como professor de Educação Física da rede municipal de ensino, mas estava lotado na Secretaria de Esporte e Lazer há vários anos, onde já exerceu as funções de diretor geral e de secretário municipal até dezembro do ano passado. Ele, no entanto, afirma que desde que a atual gestão teve início ele vinha sendo impedido de trabalhar sob a alegação de que teria que se apresentar na Secretaria de Educação, onde seria sua vaga de origem. “Eles me disseram que o secretário de Educação havia solicitado o retorno de todos os professores lotados na SMEL, mas se recusaram a me comunicar isto por escrito. Então, enquanto esse ofício não aparecia, eu continuei vindo dar expediente aqui na SMEL”, argumentou, acrescentando: “o engraçado é que foi só eu dizer que iria chamar O Popular que o ofício apareceu”.

O ex-secretário afirmou também que seu desejo é continuar na SMEL e que deve acionar o Município na Justiça, já que estaria sendo vítima de perseguição política por conta de seu vínculo com o ex-prefeito Zezé. “Estranho, que inicialmente, a informação que recebi foi a de que todos os professores lotados na SMEL teria que retornar para a SMED. Depois isto mudou e somente eu e mais um professor fomos devolvidos”, reclamou.

Sobre o assunto, o diretor geral da SMEL, Idu Marcelo Blaszczak, refutou a hipótese de perseguição política. “O secretário de Edu­cação solicitou o retorno dos professores que não estivessem exercendo atividade em nossas escolas de esportes. São cerca de cinco professores nessa condição, ou seja, exercendo atividades administrativas aqui. São estes que foram dis­ponibilizados. E entre eles estava o Wanderley, que exercia a atividade administrativa de secretário e desde o início desta nova administração esta-va sem função”, explicou.

Ainda de acordo com Idu, mais uma prova de que não está havendo perseguição, é o fato de ele ter sido disponibilizado a tempo de participar do concurso de remoção de professores da SMED. “Assim como todos os demais professores da rede, ele poderá participar do concurso de remoção e ir dar aula na escola que ele quiser, respeitando os critérios da remoção, claro”, finalizou.