Um projeto enviado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) à Câmara regulamentando a rotina de trabalho de todos os profissionais concursados que atuam em unidades de pronto atendimento municipais teve sua tramitação interrompida após uma pressão aparentemente meio sem sentido do sindicato que representa o funcionalismo do quadro geral.

Inclusão e aumento

A proposta em questão é que institui o chamado Regime Diferenciado de Trabalho (RDT) nessas unidades de pronto atendimento, principalmente a UPA, que trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana. A legislação municipal sobre o assunto prevê hoje que somente auxiliares e técnicos de enfermagem e enfermeiros tenham algum tipo de vantagem financeira por trabalhar nesses serviços. O novo projeto mantinha esses profissionais e incluía outros que também trabalham nesses locais, como farmacêuticos, dentistas, técnicos de raio-x, motoristas, entre outros. E, o mais interessante, reajustava o valor das gratificações a que eles teriam direito. Tudo isso sem alterar a carga horária para a qual estavam cientes de que trabalhariam quando fizeram o concurso público na Prefeitura.

Pelo em ovo

Alguns dirigentes do sindicato que representa o funcionalismo do quadro geral, no entanto, em sua incessante busca por tentar encontrar pelo em ovo, cismou que o projeto não era bom e que poderia haver alguma pegadinha no texto. Resultado? O Município acabou optando por retirar o projeto da Câmara e mantê-lo, pelo menos por ora, em standby. Com isso, as categorias que não integram a enfermagem seguirão sem gratificação pelo trabalho em unidades de urgência e emergência.

Edição n.º 1480.