Ontem o prefeito Olizandro José Ferreira reassumiu seu posto de comandante do Município de Araucária, do qual estava afastado por conta de um tratamento médico. Seu discurso de volta ao trabalho foi duro, com um tom bastante austero. Disse que a velha maneira de administrar deve ser abandonada e que os tempos são outros. Com certeza, referia-se à maneira perdulária como a qual o Município sempre foi conduzido. Chegou, inclusive, a fazer uma autocrítica e se enquadrar como um desses que foi criado por meio da velha política. Olizandro, ainda que indiretamente, cobrou da Câmara uma postura mais firme. Nas entrelinhas deu a entender que o Poder Legislativo também tem que fazer a sua parte, diminuindo seus gastos, que hoje são astronômicos.

Até aqui tudo bem. A situação financeira pela qual Araucária passa precisa mesmo de austeridade e firmeza na condução de seus gastos. O que precisamos, contudo, é que esse discurso forte, bonito e que impressiona pelo tom, comece a virar prática, comece a virar realidade. Comece a aparecer nas ações de cada secretário. Olizandro se gaba da grande economia que fez no município neste ano. Mas temos que considerar o quanto disso foi intencional, planejado e o quanto foi economizado simplesmente porque não havia dinheiro para pagar. Nesse novo contexto, a cada dia, a Secretaria de Planejamento passa a ter mais e mais importância dentro da estrutura administrativa e todas as ações das outras secretarias, pelo menos na teoria, deveriam seguir um plano para melhorar a eficiência administrativa e atender as demandas dentro de uma ordem de prioridade conforme as necessidades e a disponibilidade de recursos. Mas isso só vai acontecer se o prefeito estiver realmente comprometido em transformar seu discurso em prática, pois até agora – convenhamos – ele não conduziu e sim foi conduzido à nova Araucária, que talvez não seja tão bela quanto alguns possam imaginar. Pense nisso e boa leitura.
 

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