Universidades devem repensar o modelo tradicional de educação | Araucária
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O professor da Unifacear, Valdney dos Santos usou da criatividade para deixar suas aulas virtuais mais dinâmicas. Foto: Rosana Claudia Alberti

Nas universidades particulares a resposta à determinação de suspender as aulas presencias foi rápida, com professores e alunos migrando para a modalidade remota. A experiência que muitas instituições já tinham com o ensino à distância (EAD) e os recursos financeiros disponíveis facilitaram essa transição.

Porém isso não impediu que elas sentissem o impacto da pandemia. Murilo Andrade, reitor da Unifacear, relata uma redução em 2020 de 30% na receita com a evasão e a inadimplência, incluindo os alunos do EAD nos diversos polos que a instituição mantem em todo o país. “Tivemos alunos que não se adaptaram ao ensino remoto, outros perderam o emprego. Para nos adequar à nova realidade, fizemos cortes no quadro de funcionários e a suspensão de contratos, porque mesmo com a universidade fechada as despesas com a manutenção do espaço e as demais obrigações continuaram”, explica.

Apesar da experiência em EAD desde 2015 em cursos de graduação e pós-graduação, a Unifacear precisou investir em tecnologia e treinamento dos professores na plataforma escolhida para as aulas em tempo real, mantendo a mesma rotina de alunos e professores. Nos cursos tradicionais de ensino a distância, muitas aulas são gravadas, o que não é o caso do modelo remoto adotado.

A grade curricular foi readequada para os estudantes dos cursos de engenharia e da saúde, com o adiamento das aulas práticas e estágios. No final do ano letivo as atividades foram retomadas com o uso de equipamentos de proteção individual, distanciamento e demais medidas de segurança.

A colação de grau para os cerca de 200 alunos que concluíram seus cursos em julho ou dezembro de 2020 aconteceu na última semana de janeiro em cerimônias simples para no máximo 50 alunos de cada vez e com a presença limitada aos parentes de seu núcleo familiar.

Retorno

No próximo dia 22 de fevereiro a Unifacear inicia o ano letivo com aulas presenciais, atendendo a todas as exigências sanitárias do governo do estado, com o distanciamento entre as carteiras, sem intervalos e sem o uso de ambientes compartilhados. “Nenhum aluno será obrigado a frequentar as aulas presenciais e serão atendidos em regime especial, como é o caso de gestantes e grupos de risco.”, afirma Murilo.

“O isolamento nos forçou a rever os conceitos sobre o ensino presencial e que é possível adotar um modelo híbrido, onde o estudante não frequente o espaço físico todos os dias. É um novo jeito de olhar para a educação e para a maneira como transmitimos o conhecimento, tirando o máximo proveito das tecnologias digitais. Mais do que nunca, as instituições têm que agir com empatia, entendendo as individualidades de cada aluno e ir se adequando porque as mudanças vieram para ficar”.

Texto: Rosana Claudia Alberti

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