As fraudes empresariais estão se tornando cada vez mais sofisticadas e frequentes, especialmente as que envolvem o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Empreendedores e empresas de todos os portes precisam estar atentos aos golpes de CNPJ, pois eles podem variar desde a falsificação de documentos até o uso indevido do registro da empresa para atividades ilícitas.

Em Araucária, uma comerciante foi vítima de um desses golpes comerciais, o que acendeu o alerta para cuidados em negociações entre empresas. A comerciante relatou ter vendido materiais de trabalho, como discos de corte, arame MIG e parafusos, no final de outubro, com entrega realizada no início de novembro, a uma empresa do setor metalúrgico. O pagamento, no entanto, não foi efetuado até o momento.

Diante do golpe, ela registrou um boletim de ocorrência, onde alegou que diferentes pessoas entraram em contato com ela, se identificando com nomes distintos e prometendo quitar o débito, o que não ocorreu. “Após novas tentativas de cobrança, uma das versões apresentadas foi a de que o responsável pela compra teria falecido. Em consulta ao CNPJ usado na negociação, encontrei outro nome vinculado à empresa”, relata.

Segundo ela, o estelionatário age junto com a sua mulher, usa o CNPJ de terceiros e se faz de vendedor externo ou até mesmo representante de empresas de ferramentas, abrasivos, e parafusos, oferece para o cliente um desconto e cobra na conta dele e usa o CNPJ do cliente dele para comprar direto com as empresas.

A polícia alerta para golpes como esse e pede a atenção redobrada dos comerciantes para qualquer tipo de negociação externa.

Edição n.º 1501.