Quem não se lembra do caso do garotinho autista de quatro anos encontrado amarrado no banheiro do Centro de Educação Infanto-juvenil Shanduca, local que ficou mais conhecido como “Escolinha da Tortura”? A professora e a assistente da turma do garotinho foram denunciadas pelo Ministério Público pelo crime de tortura. O MPPR também denunciou por omissão imprópria a proprietária e diretora da escolinha Danieli Alexandra Zimermann e a pedagoga Gabriela Fernandes da Silva Felipe.

A novidade é que há uma Ação Penal ajuizada em torno do caso e a audiência de instrução já tem data marcada: 20 de março de 2026. Esta audiência é uma das etapas mais relevantes do processo criminal. Nesse ato, o juiz que conduz o caso ouve as testemunhas arroladas tanto pela defesa das rés quanto aquelas indicados pela acusação, que é feita pelo Ministério Público. É também nessa oportunidade em que acontecerá o interrogatório de Danieli e Gabriela. Após isso, a tendência é que a magistrada declare encerrada a instrução do processo, abrindo prazo para que defesa e acusação apresentem suas alegações finais. Depois disto o processo volta ao juiz para que ele o sentencie.

RELEMBRE O CASO

O flagrante no Centro de Educação Infanto-juvenil Shanduca ocorreu no dia 7 de julho de 2025, quando o fato foi descoberto a partir de uma denúncia que levou o Conselho Tutelar e a Guarda Municipal até a escola. Na ocasião, a criança se encontrava descalça, amarrada pelos punhos e pela cintura a uma cadeira. O caso ganhou tanta repercussão que não demorou para surgirem informações e mesmo imagens de outros casos de tortura envolvendo outras crianças, que vinham ocorrendo na instituição.

Edição n.º 1504.