Dezessete milhões de brasileiros admitiram já ter vendido o voto. Foi o que mostrou uma pesquisa inédita feita pelo Instituto Datafolha, cujo resultado foi publicado no jornal Folha de São Paulo deste domingo, dia 4.
 
Confesso que a informação, infelizmente, não me surpreendeu. Principalmente, porque sou morador de Araucária há vinte anos e aqui, como se sabe, a prostituição do voto é algo muito comum. Não são poucos, para não dizer que são muitos, os eleitores locais que trocam seu voto por vales-gasolina, caminhões de terra, materiais de construção ou uma oncinha mesmo.
 
Além dessa troca escancarada do voto por dinheiro ou por presentinhos, há aqueles araucarienses que negociam seu voto em troca de vantagens pessoais futuras, o que é igualmente nefasto. Há o cabo eleitoral que vota em fulano na esperança de obter um carguinho em comissão na Prefeitura ou mesmo na Câmara, mesmo que não tenha competência para exercer qualquer função pública. Há aqueles funcionários públicos que negociam o sufrágio universal por uma gratificação ou mesmo algumas horas-extras não trabalhadas e consideram que isto não é nenhuma imoralidade (para não dizer ilegalidade). Há aqueles empresários locais que votam em determinado candidato e convencem seus funcionários a fazer o mesmo com a certeza de que a eleição de fulano garantirá contratos com a Administração Pública, mesmo que sua empresa não ofereça a melhor oferta ao Erário. Há também aqueles candidatos que, já durante o pleito eleitoral, rateiam cargos e setores do Poder em troca de dinheiro para custear os gastos com campanha… Enfim, há de tudo por estas bandas.
 
É por isso que o resultado da pesquisa feita pelo Datafolha somado ao que vejo corriqueiramente em Araucária, não causa surpresa. Muitos eleitores, independentemente do seu grau de instrução, são corruptos. Logo, a pergunta que fica é: como podemos exigir que os nossos políticos sejam honestos, sem quem os colocou no Poder não é?
 
E você, o que pensa sobre o assunto?

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