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As aulas de teatro são online, para garantir a segurança das alunas. Foto: divulgação

Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) atestam que práticas artísticas podem influenciar positivamente na saúde, prevenindo o surgimento de diversas enfermidades, em qualquer faixa etária. Diante disso, a ONG EVA – Espaço Vida e Amor de Araucária, passou a oferecer aulas de teatro como atividade de apoio às pacientes oncológicas. As aulas trabalham o emocional e o físico e promovem momentos de descontração, agindo como uma verdadeira terapia na vida das alunas.

As aulas são ministradas ao vivo, no formato online, pelo artista e diretor do Teatro da Praça Deodato Meira de Araújo. O projeto, apesar de recente, envolve não apenas moradoras de Araucária, mas de outras cidades vizinhas como Curitiba, Contenda, São José dos Pinhais, Lapa e Fazenda Rio Grande. Dentre as alunas estão donas de casa, farmacêuticas, professoras e empresárias, que travam diariamente, uma luta, muitas vezes silenciosa, contra o câncer.

“As aulas de teatro me motivaram a conhecer meu lado artístico que sempre deixei em segundo plano. Agora vou poder cantar, dançar e atuar. Um grande desafio para diminuir ou acabar com a minha timidez”, conta a técnica administrativa Fabiana da Rosa, de 44 anos, que já participou de três aulas e é uma “Eva” há três anos.

Apoiado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o projeto trabalha agora em ensaios para a produção de uma peça teatral, com lançamento previsto para outubro deste ano. Adry Ribeiro, presidente da ONG e a primeira bailarina negra de Araucária, conta que sempre nutriu muito amor pelo teatro, começando a encenar ainda jovem. “Sempre amei o teatro, quando comecei eu era uma jovem muito tímida e hoje, se consigo me expressar, foi graças ao teatro, que me ajudou muito. Então eu vi a possibilidade de levar isso para as mulheres atendidas pela ONG, uma forma de tentar ajudá-las a se expressarem melhor através da arte”, explica a fundadora da ONG.

As aulas ajudam a melhorar a qualidade de vida e reforça, em cada uma das pacientes, a confiança na cura. Os exercícios contribuem ainda para a recuperação física, pois os movimentos em cena fazem as alunas se alongarem, mexendo toda a musculatura. Colaborando na autoestima, muitas das pacientes têm pela primeira vez a oportunidade de aprenderem a lidar com a timidez, desconstruindo paradigmas a cada novo encontro, enfrentando juntas, os altos e baixos do tratamento contra a doença.

“Está sendo uma experiência fantástica! Quando soube da criação do projeto fiquei maravilhada, pois é uma linda forma de se expressar e também de gerar empatia nas pessoas. Estou aprendendo, inclusive, a me expressar melhor e me comunicar com mais clareza. A ONG está de parabéns, pois sempre tem buscado o melhor para todas as mulheres que fazem parte do grupo“, elogia Edirlene Meury de Oliveira França, de 29 anos. A supervisora administrativa faz parte do grupo há dois anos e diz ter se redescoberto ao longo das aulas, comprovando a fala da fundadora e atestando a importância da arte na recuperação.

ONG EVA

O grupo, formado por mulheres araucarienses em apoio à luta feminina contra os mais diversos tipos de câncer, atua em várias frentes do tratamento e prevenção da doença, em parceria com órgãos de saúde, voluntários e apoiadores. O movimento liderado por Adry Ribeiro hoje auxilia pacientes oncológicas e seus familiares em várias cidades da região, promovendo doações de cestas básicas e ações voltadas ao bem-estar dessas mulheres.

Para conhecer mais sobre o trabalho da ONG, ligue (41) 99882-4611 ou siga a página do grupo no Facebook.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1258 – 22/04/2021

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