A sociedade judaica era profundamente movida por leis, de modo muito rigoroso e, por vezes, condenatório. As leis tinham proporções diferentes, de acordo com o grau de importância. Os fariseus eram cumpridores fiéis das leis e, julgavam as pessoas como boas ou más, na medido do comprimento das mesmas. A lei do sábado era e continua sendo até hoje como intocável, tanto assim que o judeu religioso não faz absolutamente nada nesse dia. No total existiam 613 leis, que dirigiam o povo e seus dirigentes religiosos. Elas eram implacáveis, e algumas delas, permitiam a condenação da pessoa, tirando a sua própria vida. Todo judeu fiel a Deus, ou que se julgava assim, conhecia todas as leis e lhes era muito fiel e, se exultava por ser assim. Facilmente julgava e condenava aqueles que não estivessem de acordo com as orientações da lei.

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Entre tantas leis, se destacava aquela que condenava uma mulher que fosse pega em adultério. Se fosse pega em flagrante, era apedrejada pelos defensores implacáveis da lei, sem dó e piedade ou misericórdia. Jesus se vê diante de um caso desses, quando os que se julgavam moralmente perfeitos, estão prontos a apedrejar uma mulher pega em adultério. Quando Jesus se aproxima do grupo, o interrogam a esse respeito. Diante daquela multidão ávida por fazer a justiça contra aquela pobre mulher, o Mestre se abaixa, faz de conta que está escrevendo algo. Em seguida, levanta os olhos para os inquisidores e lhes responde: ‘se alguém não tiver pecado, atire a primeira pedra’. E, começando pelos mais velhos, todos se retiraram sem nada dizer. Ficando só com a pobre mulher, ele lhe perguntou: ‘Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?’ ‘Ninguém, Senhor’. Então Jesus lhe disse: ‘Eu também não te condeno. Podes ir e, de agora em diante, não peques mais’.

A misericórdia de Jesus para com aquela mulher foi infinita e, com certeza, ela mudou de caminho, de direção. O amor que o mestre demonstrou por ela, foi transformador em sua vida. Ele entendeu a situação daquela pobre mulher e a acolheu com um olhar e palavras profundamente amorosas. O que chama atenção é que a lei só condenava a mulher e, o infrator, porque era absolvido? Isso demonstrava a cultura judaica tremendamente machista e humilhante para a mulher. Para Jesus, muito mais importante do que a lei, é a pessoa humana. Essa é uma característica maravilhosa em Jesus, revelando através do gesto acolhedor e compassivo, o imenso amor do Pai pela humanidade. Ele não quer que o ser humano se perca, mas, que se converta e viva.

Essa atitude de Jesus nos leva a refletir sobre o nosso modo de ser e de tratar aqueles que erram na comunidade. Às vezes, diante do desvio de conduta de uma pessoa que participa do nosso meio religioso, facilmente julgamos e condenamos. E, por vezes, o fazemos em nome de Deus, como se ele fosse um juiz implacável, a quem lhe apraz castigar as pessoas. Nada mais distante do jeito de ser de Jesus, daquele que veio revelar o verdadeiro rosto do Pai. O amor que Jesus manifesta por suas palavras e, principalmente, por seus gestos, revela a grande misericórdia de Deus por cada ser humano. Ele não condena, pelo contrário, ele continua amando mesmo quando a pessoa erra. Esse amor, cheio de misericórdia, cura e liberta o ser humano do pecado. O rosto de Deus, revelado por Jesus, é plenamente compassivo e misericordioso.

Edição n.º 1459.

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