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Apenas a base do asfalto foi feita e isso tem gerado muita poeira. Foto: Everson Santos

 

Se por um lado a chegada do asfalto na Rua Santa Catarina, no bairro Tindiquera, agradou os comerciantes e moradores da região, por outro, a obra tem sido alvo de críticas. No cruzamento entre as ruas João Besciak, continuação da Santa Catarina, e na Marcelino Jasinski, a pavimentação começou, mas atualmente as obras estão paradas, e a poeira causada pelos carros que circulam pela via está causando transtornos. O proprietário da Transkocholy Lataria e Pintura, Silvio Kocholy, diz que com o tempo seco, o poeirão invade a loja, e isso acaba prejudicando o serviço de pintura.

“Eles começaram a mexer, depois pararam, mas o pior de tudo foi a retirada da lombada na Marcelino, agora os carros passam a mil por hora, levantando ainda mais sujeira. A empreiteira está molhando a rua uma vez por dia, mas é muito pouco diante da quantidade de poeira. Sabemos que toda obra causa incômodos e exige paciência dos moradores, mas nesse caso, existem maneiras de amenizar o problema. Quando tentamos conversar com o pessoal da obra pra que eles molhem um pouco a rua para diminuir o pó, não nos ouvem. Ligamos na Secretaria de Obras e eles disseram que avisariam a empreiteira para molhar a rua, o que também não ocorreu”, reclamou Silvio.

Antonio Luiz Martins, proprietário da Sondagens Informática, disse que também já procurou a SMOP, pedindo que a empreiteira molhe a rua várias vezes ao dia, mas o caminhão pipa passa uma vez apenas. “Trabalhos com aparelhos de informática, que são sensíveis à sujeira, e com esse poeirão, tá bem complicado. O asfalto aqui na rua estava bom, agora quebraram tudo, deixaram nesse estado terrível, e o povo da região é que sofre”, lamentou.

Na Dalfix Parafusos e Ferramentas a situação não tem sido diferente, pois o poeirão invade a loja e os produtos que estão à venda, exigindo a limpeza várias vezes ao dia. “A Prefeitura começou a obra, fez a base, depois parou, e é daí que vem aquela poeira cinza, que suja tudo. “Não conseguimos manter a loja limpa, a quantidade de poeira é maior do que nossa capacidade de limpar. Entendemos que uma obra leva tempo ara ser concluída, mas existem maneiras de amenizar os transtornos enquanto ela está em andamento”, comentou a equipe da loja.

Um morador da rua, que preferiu não se identificar, comentou que também está sofrendo com o poeirão. “Os ônibus param nos pontos e toda a poeira que levanta, vai para dentro das casas e lojas. Somos obrigados a deixar todas as portas e janelas fechadas, e ficar limpando o tempo todo, tá bem difícil”, comentou.

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Obras (SMOP), explicou que já havia solicitado que a empresa realizasse medidas para diminuir o pó (molhar) durante três vezes por dia. Nesta semana, a SMOP fez uma notificação à empresa que executa a obra para reforçar a importância dessa prática. A obra, com previsão para 10 meses de duração, está prevista para ser concluída em abril de 2019.

Publicado na edição 1132 – 27/09/18

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