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Gabriel (3º na foto) com os caratecas Thiago (2° dan) e Tayna (3° dan). Foto: divulgação

Uma das principais conquistas para um carateca é alcançar a faixa preta, ato que recompensa seu esforço nos estudos e na prática do karatê. O araucariense Gabriel Padilha conquistou isso ao ser aprovado para o 2º dan na faixa preta no Exame de Graduação de Faixas do Karatê, ocorrido no dia 19 de dezembro, em Pato Branco. “Todo mundo pensa que quando um carateca chega na faixa preta, chegou ao máximo que poderia alcançar, mas não é bem isso. Na verdade, é aqui que tudo começa, é onde realmente o atleta começa seu aprendizado na arte marcial. Só para entender melhor, dentro da faixa preta tem mais 10 níveis de graduação. Então, o primeiro dan é o primeiro grau, que é quando você se torna faixa preta. Para alcançar o segundo grau, você só pode se candidatar ao exame depois de dois anos. Do segundo dan para o terceiro dan, é preciso esperar mais três anos, para chegar ao quarto dan tem que esperar mais quatro anos, e assim por diante. Dessa forma, é quase impossível chegar à graduação máxima, com pouca idade. O karatê realmente é para a vida inteira”, explica.

Gabriel começou sua história no karatê incentivado pelo pai, João Carlin Padilha. “Tenho foto do meu pai de kimono e eu recém-nascido no colo dele, na época ele era faixa roxa. O karatê se enraizou em mim desde que eu nasci. Comecei a praticá-lo ainda muito pequeno. Teve uma época na adolescência em que eu estava muito preguiçoso, não queria mais saber de karatê. Acabei me afastando um pouco e isso entristeceu o meu pai. Até que decidi voltar pro karatê e agradar meu pai. Nesse retorno acabei participando de várias competições, entrei para a seleção brasileira, fui campeão brasileiro, fui pro campeonato mundial, campeonato sul-americano, campeonato pan-americano”, disse.

Em 2015 Gabriel abriu sua empresa, a Karatê Padilha, atendendo as escolas com aulas da modalidade. Em 2020, com a chegada da pandemia, e as escolas fechadas, passou a dar aulas particulares e até hoje vem ensinando crianças, jovens, adultos e idosos. “Hoje vejo que o karatê é tudo pra mim, acho que sem ele não existe Gabriel, não existe Karatê Padilha. O karatê não é um esporte pra você ganhar medalha, ou se graduar. É uma arte marcial, uma filosofia de vida. É um estilo de vida. É isso que eu tento ensinar às pessoas”, finalizou o atleta.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1294 – 13/01/20222

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