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GAECO “baixa” aqui e prende policial - notícias da Policial  - O Popular do Paraná
Gaeco esteve na cidade para cumprir mandados de prisão e fazer apreensões

Um policial civil e uma pessoa que atuava inde­vidamente como policial civil na Delegacia de Araucária foram presos na manhã de ontem, 17 de março, durante uma operação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Corregedoria Geral da Polícia Civil (CGPC). A Operação NFL cumpriu um mandado de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Criminal de Arau­cária. Também foram cumpridas oito conduções coercitivas.

O policial civil que teve a prisão temporária decretada foi pego em flagrante, de posse de dois revólveres com numeração raspada, além de munições. O particular também teve o auto de prisão em flagrante lavrado, por posse ilegal de arma e munições. Foram apreendidos ainda celulares, computadores e uma máquina de jogo de azar.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público do Paraná, um processo criminal será instaurado para investigar as denúncias. O MP lembrou que a prisão temporária tem prazo de duração de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, e ocorre durante a fase de investigação do inquérito policial. Caso vire preventiva, a prisão tem prazo pré-definido, pode ser decretada em qualquer fase da investigação policial ou da ação penal, quando houver indícios que liguem o suspeito ao delito. Ainda de acordo com o MP, os dois detidos poderão ser liberados, mesmo assim responderão ao processo criminal em liberdade.

A investigação do Gaeco começou em julho de 2015, para apurar crimes de usurpação de função pública, concussão e corrupção em associação criminosa na Delegacia de Polícia de Arau­cária.

Fatos serão apurados

No final da tarde de ontem, a assessoria de imprensa da Polícia Civil divulgou uma nota oficial sobre a operação do Gaeco e da CGPC, explicando que os mandados foram expedidos pela Justiça do município em virtude de denúncias de corrupção. Um investigador foi autuado em flagrante por estar portando arma de fogo irregularmente. A CGPC solicitou a cópia do Procedimento Investigatório Criminal (PIG), instaurado pelo Ministério Público (MP), para as providências disciplinares cabíveis.

Ainda conforme a nota, caso seja comprovada a prática da transgressão, os envolvidos estarão sujeitos a pena de demissão. Vale ressaltar que a direção da Polícia Civil enfatiza que qualquer ato em desconformidade com as regras de conduta contidas nas leis e no estatuto da Polícia Civil será rigorosamente apurado.

Texto: MAURENN BERNARDO / FOTO: DIVULGAÇÃO

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