Gastamos boa parte do tempo com as pequenas questões do dia-a-dia, afinal somos os responsáveis principais pela qualidade de nossas vidas e temos que resolver a contento as demandas que surgem de forma planejada ou sem aviso prévio. Algumas situações fogem ao nosso controle, pois decorrem de questões alheias a nossa vontade e só podemos reagir a elas e aos seus efeitos após terem ocorrido. Não é possível antever o futuro, o que facilitaria para irmos além da resolução das situações diárias. Mas, considero verdadeiro que boa parte do que irá nos acontecer é passível de previsão ao observarmos atentamente o que nos cerca. Em tempos idos, as informações circulavam lentamente e as mudanças não eram tão rápidas como nos dias atuais em que tudo está sujeito a alterações quase instantâneas de conceitos tidos como verdadeiros. A velocidade da informação nos dota de mecanismos que auxiliam na previsão, ao menos de forma aproximada, do que irá acontecer conosco e com a sociedade. Mesmo sem ser exata, a visualização aproximada do cenário que nos envolverá é importantíssima. Nossa individualidade e a sociedade são afetadas sobremaneira pelas decisões políticas sobre as quais temos um determinado grau de influência, notadamente no regime de democracia participativa. Acompanharmos os meios de comunicação e nos atualizarmos através de estudos e debates com pessoas que consideramos ter um grau de conhecimento, prático ou teórico, que confira importância às suas opiniões é fundamental para nos posicionarmos melhor neste contexto de rápidas mudanças.

No plano municipal, é sabido que o resultado das urnas e a ocorrência de uma eventual nova eleição ainda poderá ser decidida pela justiça eleitoral, antes do término do atual mandato. No governo do estado e na presidência da república, as candidaturas começam a ser discutidas e se debate o futuro da economia do país, a qual recebe influência positiva ou negativa, conforme a atuação dos dirigentes escolhidos através do voto popular. Avaliar o que vem sendo feito e como ficará o cenário que a continuidade ou a mudança dos nossos representantes, é a chave para decidir corretamente em quem iremos votar. As questões afetivas e religiosas não tem relação direta com a política, mas certamente muitas ocorrências na vida dos indivíduos e da sociedade tem origem na atividade política. Sem acompanhar e analisar o meio político não dá para ter uma noção adequada do que poderá acontecer no futuro. É a consciência do peso das nossa decisões e de sua influência no cenário futuro que garantirá um país cada vez melhor.

Júlio Telesca Barbosa
Engenheiro Agrônomo

 

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